Acervo das Ruas Brasil
Um acervo público das pessoas que foram às ruas apoiar o Lula em 2026, no Brasil inteiro e dia a dia: os grandes atos e os pequenos, os oficiais e os espontâneos. É uma iniciativa independente, sem fins comerciais, que dá a cada foto o crédito e o link de quem fotografou, para que mais gente conheça, siga e comente o trabalho de cada um.
Ideia e curadoria: Raquel Canella (@fotografaraquelcanella).
Por trás do Acervo das Ruas Brasil
Idealização e curadoria fotográfica
Raquel Canella é artista fotógrafa, feminista e militante. Nascida em Araguaína, no Tocantins, e residente no Rio de Janeiro, tem uma trajetória marcada pela participação em movimentos sociais e manifestações populares. Desde a juventude, atuou no movimento estudantil secundarista, participando de congressos e mobilizações pelo Brasil. Em 2018, também ajudou a fundar o movimento Mulheres pela Democracia.
Seu trabalho artístico é voltado à fotografia espontânea na natureza, especialmente com mulheres, valorizando corpos livres, afetos, liberdade e pertencimento. É também idealizadora do Piquenique Fotográfico Itinerante, projeto que promove encontros, vivências e trocas de arte e conhecimento em espaços públicos. Para Raquel, ocupar esses espaços, celebrar a liberdade dos corpos e fortalecer encontros coletivos também são atos políticos.
Com as mobilizações pró-Lula em 2026, encontrou na fotografia uma forma de intensificar sua atuação política. Passou a registrar manifestações e promover collabs com fotógrafos de todo o Brasil, buscando ampliar a visibilidade desses profissionais e superar as limitações de alcance das redes sociais.
A iniciativa cresceu, conectando fotógrafos de diferentes regiões e reunindo fotografias, links e registros enviados por participantes de todo o país. Dessa mobilização nasceu o perfil @acervodasruasbrasil.
A partir desse movimento, Raquel recebeu o convite de Carlos Costa (@caducovas) para participar da construção de uma plataforma digital capaz de transformar esses registros em um acervo fotográfico histórico, coletivo e nacional, reunindo imagens das manifestações em um mapa do Brasil, valorizando seus autores e preservando a memória de cada território.
O projeto começa com as mobilizações pró-Lula, mas pretende ultrapassar o período eleitoral, documentando também as lutas populares que ainda virão. Raquel atua na idealização e curadoria fotográfica, articulando fotógrafos de todo o país para construir uma memória visual coletiva da resistência e da democracia brasileira.
Porque a história também é escrita nas ruas. E a fotografia é uma forma de garantir que ela nunca seja esquecida.
Raquel Canella
Artista fotógrafa | Idealização e curadoria fotográfica
@fotografaraquelcanella
@acervodasruasbrasil
De onde vêm os atos
A lista começa com os atos públicos da Agenda do boralula que já aconteceram: título, dia e hora, cidade, local e quem chamou. Não guardamos telefone, e-mail nem endereço de casa: quando o local parece uma casa, ele não aparece e o ponto no mapa fica a cerca de 1 km. A curadoria também cadastra atos que faltam, inclusive os de janeiro a setembro.
As fotos
As fotos dos fotógrafos chegam, na maior parte, por posts públicos que a curadoria escolhe, um por um: nenhuma foto vai ao ar sem passar pelo olho dela. Cada foto diz de qual tipo é:
- Posts públicos do Instagram: a imagem do post, reduzida, com o crédito de quem fotografou e o link para o post original, onde dá para seguir e comentar. Os direitos continuam de quem fotografou.
- Prévias de posts públicos do Instagram e do Flickr: a imagem pequena que a própria rede oferece quando alguém compartilha o link, com o perfil de quem postou e o link para o post original. Os direitos continuam de quem postou. Quando a foto do Flickr tem licença Creative Commons, mostramos qual é.
- Fotos enviadas à curadoria por quem fotografou: têm o nome de quem fez e a licença Creative Commons CC BY-NC 4.0 (qualquer pessoa pode ver e baixar, citando o autor e sem vender). Só entram com autorização de quem fez. Antes de guardar, apagamos a localização (GPS) e os outros dados escondidos dentro do arquivo.
Damos preferência às fotos de multidão e retiramos qualquer foto a pedido.
Na página Fotógrafos aparecem o nome e o @ público de quem fotografou fotos do acervo, com o link para o perfil de cada um. Ali, em “Fotos em breve”, aparecem também fotógrafas e fotógrafos convidados para o acervo que ainda não têm foto nele. Quem foi convidado e não quiser aparecer em “Fotos em breve” pode pedir pelo contato do fim desta página, e a curadoria tira o nome da lista. Quem tem foto no acervo e quer retirá-la segue o caminho de “Quer tirar uma foto do ar?”, no fim desta página.
Curtidas e Salvos
Curtir não pede conta nem nome, e ninguém vê quem curtiu. Na primeira curtida, o seu navegador sorteia um número para este aparelho e o guarda nele; a curtida fica gravada com esse número, que não diz quem você é. Do seu endereço IP guardamos só um resumo cifrado, que serve para o limite de curtidas do dia e é apagado no dia seguinte.
A lista de Salvos e a cidade de “Perto de você” ficam só no seu navegador. Na primeira visita, a fileira “Perto de você” usa a cidade aproximada da conexão, que o Cloudflare informa ao servidor; ela não fica guardada.
O que guardamos
- As imagens: uma versão leve para o site e, das fotos da curadoria, o arquivo original, que não fica público.
- Os dados públicos de cada ato e o crédito de cada foto.
- O nome, o @ e o link do perfil de quem fotografou ou foi convidado.
- As curtidas, cada uma com o número sorteado do aparelho, e o resumo cifrado do IP só até o dia seguinte.
- Um registro do que a curadoria faz (quem publicou, retirou ou corrigiu o quê e quando).
Ninguém de fora da curadoria envia arquivos pelo site. Os registros técnicos do servidor ficam com o Cloudflare.
O fundo do mapa (nomes de cidades e estados, ruas) vem do OpenFreeMap, com dados do OpenStreetMap; as letras vêm do Google Fonts e a biblioteca do mapa, do jsDelivr. Para mostrar a página, o seu navegador pede esses arquivos a esses serviços, que veem o seu endereço IP.
Base legal
O acervo tem fim histórico e artístico, para o qual a Lei Geral de Proteção de Dados abre exceção (art. 4º, II, "a"). Mesmo assim, damos crédito e link a quem postou, preferimos fotos de multidão e retiramos qualquer foto a pedido.
Quer tirar uma foto do ar?
Se você aparece numa foto e não quer que ela fique pública, ou se a foto ou o post é seu e você quer retirá-lo, escreva para @caducovas ou @fotografaraquelcanella no Instagram, com o link da foto (o endereço que aparece ao abrir a foto no acervo) ou o número do ato (aparece como "Nº" no mapa). A curadoria responde e retira.